quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sobre o ano que acaba e o que começa.


E o ultimo dia do ano chegou, mas rápido do que me parecia que ia chegar.
Chegou, como sempre, com aquele clima de nostalgia, onde todo mundo lembra as conquistas de um ano e as que estão por vir no próximo, todo mundo planeja a festa, a champanhe, a companhia...
Minha sessão nostalgia nem vai ser muito grande: eu mudei da minha cidade deixando para trás meus grandes amigos que eu tanto amo e não superei isso até hoje; eu consegui reprovar em três vestibulares na UnB (mas sou brasileira sofredora e não desisto nunca) e estou isolada aqui nesse Paraná horrível. Meu ano não foi bom, mas como tudo na vida tem dois lados, eu sobrevivi. Isso soa meio tosco, mas quantas pessoas perderam a vida esse ano? Quem perde a vida perde a chance de tentar consertar muitas coisas e eu estou aqui e tenho a chance de tentar mudar o ano de 2010.
Eu sei que não vai ser um ano fácil pra mim, começando pela virada. Me acostumei a passar com meus amigos, fazendo festa, rindo, bebendo... Esse ano minha única companhia (não estou desdenhando) é meu irmão e vai ser meio solitário para nos dois.
Sempre entrava no ano novo cheia de esperanças e este ano eu queria entrar dormindo, mas vou ser forte e não vou. Vai que as coisas mudam? Vai que eu ganhe na loteria daqui a pouco? Tudo pode acontecer, inclusive nada. E é na minha capacidade de agüentar as coisas ruins e tentar muda-las que eu me apego hoje.
Feliz ano novo a todos, que tenham seus pedidos realizados, cumpram suas promessas, bebam suas champanhes e comemorem a vida que tem, os dias e os anos que já se passaram, por que essas ultimas coisas são os bens mais preciosos que podemos ter.

Obs: amanhã tem reforma completa no meu blog.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sobre um filme

Eu gosto de filmes que mostram algo sobre amizade ou sobre superação de alguma adversidade e fico extremamente feliz quando encontro os dois em um só. Aluguei o filme December Boys (traduzido estranhamente como: Um verão para toda a vida) só por que tinha o Daniel Radcliffe (sim, o Harry Potter) e acabei gostando a historia e resolvi compartilhar.
Abaixo tem a sinopse, para quem se interessar.




"Baseado no clássico romance de Michael Noonan, Um Verão Para Toda Vida é a história de quatro adolescentes órfãos que crescem enclausurados em um convento católico no deserto da Austrália nos anos 1960. Cada vez mais, eles vêem crianças menores sendo adotadas por famílias adoráveis, e chegam à conclusão de que, à medida que ficam mais velhos, sua vez de serem adotados talvez nunca chegue. Quando o convento envia os meninos para uma região litorânea em um verão, finalmente eles vislumbram algo em seu horizonte.
Durante a estadia na região costeira, os garotos conhecem um jovem casal que não consegue ter filhos, e acham que eles seriam os pais perfeitos. O mais velho dos garotos, Maps, acaba se interessando por Lucy, uma linda menina da região. Em uma competição para se tornar o melhor candidato à adoção, ele e os outros meninos, Sparks, Misty e Spit, cruelmente testam a amizade que têm entre si enquanto sentimentos de rejeição vêm à tona.
Os laços de amizade acabam superando as rivalidades, selando de uma vez por todas as fortes amarras que sempre ataram os garotos de dezembro, fazendo-os descobrir o verdadeiro sentido de amizade, famí­lia e amor."
Wikipédia

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sobre voltar para casa e sobre o Natal.


Enfim, voltei para o Paraná. Isso não é bom, mas também não é ruim.
Fiquei dois meses em Brasília, conheci gente nova, lugares novos, tive novas experiências e me diverti. É, não me matei de estudar, o que foi muito bom, por que se eu tivesse ficado lá só estudando e tivesse feito a droga de prova que fiz ia estar muito triste hoje. Mas não estou.
Só descobri que a vida é muito esquisita e que a única coisa que podemos fazer é aproveitá-la da forma que achamos certas, pois o que carregamos dela, até onde se sabe, são as boas lembranças de pessoas e coisas vividas. O resto é um mistério que eu não estou nem um pouco ansiosa para desvendar.
Hoje é Natal, dia de festa de família e comilança (tenho que arrumar a mesa de frutas). Tem gente que supervaloriza essa data, eu supervalorizo o ano novo, mas esse ano vai ser meio tenso, sozinha nesse fim de mundo. Mas sobreviverei e outros “anos novos” virão, com certeza vou aproveitar algum.
Então, isso é tudo por hoje: feliz Natal a todos, me desculpem a ausência e a falta de sentido, mas é que eu to cada dia mais uma garotinha perdida, sem grandes esperanças de me achar. E acreditem, isso não é ruim.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sobre o medo.


E está chegando a hora. A hora do meu vestibular e de mais alguns milhares de candidatos. Para algumas pessoas isso é muito simples, para mim não. Mas vai dar tudo certo (já perdi as contas de quantas vezes eu disse isso). E se não der tudo certo o importante é não se render e esse sobre isso que eu queria falar hoje.
As pessoas se rendem com muita facilidade hoje em dia, perante as adversidades mais simples. Se rendem por medo. Eu acho que eu não sou esse tipo de pessoa que se rende com muita facilidade, tanto que estou aqui em Brasília, prestes a fazer uma das provas mais difíceis do país, longe da minha família e dos meus verdadeiros amigos.
Estou aprendendo a perder o medo do mundo, pois descobri o quanto ele cega as pessoas. E posso dizer que isso exige esforço e trabalho duro. Sentir medo era um hábito que eu tinha: medo de andar sozinha, de não conseguir fazer determinada coisa, de ser assaltada, de me machucar... E hábitos não são eliminados da noite pro dia.
Mas como dizem, o importante é o primeiro passo e continuar andando. E cair e levantar de cabeça erguida. O medo gosta de nos submeter a sua vontade e cabe a nós dizer que não.

Frase do dia:

"A coragem de fazer deve ser sempre maior que o medo de errar".
Ghandi

domingo, 15 de novembro de 2009

Sobre: até que enfim!

Quanto tempo sem botar uns rabiscos no meu bloguinho!
Mas é o seguinte: estou morando em Brasília, na casa da minha madrinha que está sem internet devido a um problema do provedor e estamos tentando resolver. Só me resta a opção de postar isso da casa do meu namorado, que só na semana passada instalou internet também.
A vida aqui em Brasília é muito corrida para mim: estudar de segunda a sexta, ir para o namorado no sábado descansar e tirar duvidas. Acho até bom não ter internet, me distraio muito com isso.
Mas sinto saudades de poder postar, de ler os outros blogs. Reparei que nessa reta final do ano, muitos dos meu blogueiros favoritos andam sumidos também e eu espero que nas férias possamos todos voltar.
Estou com saudades de casa, mas é uma saudade saudável. Falo com eles quase todos os dias e depois do vestibular vou voltar para lá mesmo.
O estranho mesmo é a saudade que eu tenho dos meus amigos da minha cidade natal (que por sinal, foi onde o Dinho Ouro Preto do Capital Inicial levou um tombo do palco há poucos dias), não sei quando vou vê-los e quero muito vê-los. Mas no fim vai tudo dar certo.
E por hora é só isso.

Ps: Vou tentar postar todo fim de semana agora e retribuir os comentários

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sobre o meu sumiço.

Desculpem, me mudei para Brasilia, estou sem internet, então perdi contato com o blog. Quando a internet voltar posto algo interessante.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sobre sonhos e pessoas.


Desde que nascemos convivemos com os nossos semelhantes: seres humanos. E aprendemos com eles varias coisas, umas boas outras ruins, mas sempre aprendemos, é fato.
Aprendemos a falar, andar, comer e como se comportar com nossos pais.
Depois encontramos amigos, pessoas às vezes iguais, às vezes diferentes, mas que tem um ponto em comum com a gente.
Esse tipo de gente é que se costuma amar.
E o amor é complicado, pois, mais dia, menos dia você terá que deixar essas pessoas em algum ponto do seu caminho.
E é um processo bem doloroso.
Deixar alguém que amamos é pegar e cortar um pedacinho da alma e deixar solto por aí.
E isso dói e eu digo por experiência própria.
Mas outra coisa que acontece com o ser humano é que ele sonha e faz sacrifícios enormes por seus sonhos.
Porque o sonho motiva, te empurra quando você quer parar, ele está dentro de você, da sua mente e do seu coração.
É como um vírus, que vai te modificando a ponto de não haver sentido na vida sem seu sonho.
E você tem que escolher entre sonhos e pessoas. Às vezes existe uma forma de conciliar os dois.
Mas normalmente é a história da escolha e da renuncia e você vai se sentir despedaçado, incompleto e cheio de duvidas.
Mas seguir em frente é o que importa.
Há pessoas em pior situação que você imagina e elas vivem bem, sorriem e agradecem a vida que ganharam.
Então faça suas escolhas, seu objetivo e suas metas.
E dê seu sangue por isso.
Não há nada mais gratificante do que a sensação de que se fez o certo.
E se o medo de errar tentar te atrapalhar, chore, brigue e lute com ele, mas não o deixe vencer. Se o medo de vencer qualquer um pode te vencer, pois o medo esta dentro de você e pobre daquele que não sabe lidar consigo mesmo.
Eu fiz minha escolha e amanhã eu vou.
Vou deixar meus pais e meus irmãos por uns tempos, em busca do meu sonho e eles hão de se orgulhar de mim.
E querem saber se estou com medo? Muito. Mas estou espancando ele mentalmente para que ele se afaste de mim e não me domine.
Vou atrás do que acho que é certo, com a consciência tranqüila.
Vou me despedaçar mais um pouco, mas sei me remendar.

Obs: Obrigada a quem leu meu pequeno desabafo. Sim, partirei para Brasília amanhã, volto depois do vestibular (e dessa vez eu passo).
E que Deus me acompanhe em mais essa viagem.

Frase do dia:
“Não sabendo que era impossível, ela foi lá e fez.”
Jean Cocteau