terça-feira, 9 de dezembro de 2008

capitu


"De um lado vem você com seu jeitinho
hábil, hábil, hábil
e pronto!
Me conquista com seu Dom

De outro esse seu site petulante
W w w
Ponto
Poderosa ponto com

É esse o seu modo de ser ambíguo
Sábio, sábio
E todo encanto
Canto, canto
Raposa e sereia da terra e do mar
Na tela e no ar
(...)

Um método de agir que é tão astuto
Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo
É só se entregar, é não resistir, é capitular

Capitu
A ressaca dos mares
A sereia do sul
Capitando os olhares
Nosso totem tabu
A mulher em milhares
Capitu
(..)"

Luz Tatit

Hoje estréia a microsserie baseada em um dos poucos livros da literatura brasiliera que eu li e gostei: Dom Casmurro. Vai ser uma coisa meio barroca, surreal e expressionista... Sim, ando estudando literatura (e lendo). Eu gosto da Capitu, acho que ela não traiu o Bentinho e se tiver traído...O Bentinho era realmente um imbecil...Ciumento de mais! Possessivo! Cara chato. Tá, não é pra tanto...Talvez ele realmente fosse gay e tal. Mas o que interessa é que vai ser legla e eu vou ver.
Outra coisa, estou gostando muito de poesia ultimamente, talvez eu escreva alguma coisa um dia e poste aqui, mas, enquanto isso, continuo copiando as que a professora Carla passar ;)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

fim


Fim do meu terceiro ano. Não voltarei mais a escola...Não poderei mais brigar com o pessoal, nem colar, nem tirar as maiores notas, nem rir dos micos do pessoal, nem brigar com os professores, nem matar aula. Agora não tem aula. Agora eu estou livre...mas me sinto mal, vou sentir falta disso.
Hoje nossa despedida foi ótima, teve refri, bolo, torta, salgado, glacê na cara de todo mundo, abraços, homenagens...depois teve banda na escola, tocaram, chamara a Cris para tocar pela ultima vez como aluna, mas como eu disse pra ela “Quem é rainha uma vez nunca perde a majestade”. Ela vai me fazer muita falta, meu bebê, minha burrinha, minha inocente, uma das minhas melhores amigas, meu xodozinho. Não só ela! A Pam, apesar de todas as diferenças que eu tenho com ela, mas deixar saudade, assim como a Lorena, assim como todos os meus colegas, os amigos e os inimigos.
Agora eu começo um caminho novo e às cegas, agora sou eu e mais ninguém... agora tenho concorrentes e não colegas, agora o mundo começa para mim.
Vou postar a música Mascara da Pitty aqui, por que ela definitivamente marcou os 3 anos do meu ensino médio...Formei.

Diga!
Quem você é?
Me diga!
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida...

Tira!
A Máscara
Que cobre o seu rosto
Se mostre
E eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro
Jeito de ser...

Ninguém merece
Ser só mais um bonitinho
Nem transparecer
Consciente, inconseqüente
Sem se preocupar em ser
Adulto ou criança
O importante é ser você...

Mesmo que seja estranho
Seja você!
Mesmo que seja bizarro
Bizarro! Bizarro!
Mesmo que seja estranho
Seja você!
Mesmo que seja...

Tira!
A Máscara
Que cobre o seu rosto
Se mostre
E eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro
Jeito de ser...

Ninguém merece
Ser só mais um bonitinho
Nem transparecer
Consciente, inconseqüente
Sem se preocupar em ser
Adulto ou criança
O importante é ser você...

Mesmo que seja estranho
Seja você!
Mesmo que seja bizarro
Bizarro! Bizarro!
Mesmo que seja estranho
Seja você!
Mesmo que seja...

Meu cabelo não é igual
A sua roupa não é igual
Ao meu tamanho, não é igual
Ao seu caráter, não é igual
Não é igual, não é igual
Não é igual...

I had enough of it
But I don't care
I had enough of it
But l don't care
I had enough of it
But l don't care
I had enough of it
But l don't care...

Diga!
Quem você é?
Me diga!
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida...

E o importante é ser você
Mesmo que seja estranho
Seja você!
Mesmo que seja bizarro
Bizarro! Bizarro!...

Mesmo que seja estranho
Seja você!
Mesmo que seja bizarro
Bizarro! Bizarro!
Mesmo que seja estranho
Seja você!
Mesmo que seja bizarro
Bizarro! Bizarro!
Mesmo que seja estranho
Seja você!

domingo, 7 de dezembro de 2008

:(

Lembra quando nossos pais diziam:
- Se você contar a verdade não vou te bater.
Ai a gente ia, todo inocente, esperançoso de não apanhar e confessava.
Mas o castigo vinha mesmo assim.

:'(


Eu vou tentar por meio deste blog aliviar um pouco o peso que eu estou carregando dentro de mim.
Eu não sei o que esta acontecendo, eu não sei o que aconteceu, eu não sei o que vai acontecer e há um bom tempo eu não sei de nada.
Há dias vejo uma nuvem em cima de mim, uma nuvem de medos, angustias, tristeza e solidão.
É claro, eu deveria me sentir mal se estivesse passando fome, se tivesse câncer, se alguém que eu amo tivesse morrido...Mas está sendo inevitável para mim essa sensação horrorosa, esse medo... E não tem a ver só com os acontecimentos recentes... Isso tem ocorrido há muito tempo comigo e eu tenho escondido, como sempre escondi, deixado tudo guardado no meu quarto, segurando todos os gritos que minha garganta queria dar, segurando o choro.
Eu perdi minha total concentração essa semana. Não conseguia estudar, não queria ir pra aula, não queria ver ninguém e assim que eu ando... Mas eu confesso: eu sinto falta do meu namorado, muita falta. É ele a única pessoa que acredita em mim e que confia em mim... Do contrario, eu tenho que me guardar ou então ouvir um “larga de ser mimada” ou “tem gente pior do que você”. Eu preciso de apoio, eu preciso de carinho.
Sexta foi à festa do cursinho, tinha bebida aos montes, fui achando que beber ia me ajudar a aliviar esse sentimento ruim, mas só consegui piorar. Trai a mim mesma, trai o que eu acreditava. Me machuquei e só não passei mal por causa dos calmantes! Que deplorável! Que triste! Que vergonhoso! Eu, a menina que sempre anima todo mundo, que sempre ri que brinca e ama a vida mais que tudo, tomando calmante para manter o controle!
Outro erro, que na verdade é um acerto mas magoa como se fosse um erro, que eu cometi foi dizer a verdade, eu podia ter deixado pra dizer outro dia, podia ter mentido se eu quisesse, mas eu não consegui, eu tive que falar e no que eu falei eu não sei no que resultou. Isso parece confuso, não parece? Minha mente esta na mais completa confusão. E minha mãe levou os calmantes de viagem e eu vou ter que suportar a angustia que eu to sentindo sozinha e acordada. Minha mãe viajou justo agora, eu precisava dela, ela saberia me ajudar, ela sempre sabe. Mas eu precisava mais dele e terei ele na quarta e eu espero que isso ajude.
Eu acho que vou parar de escrever, antes que acabe desidratada, Se o ninguém que ler aqui não entender, não tem problema, é pessoal.

sábado, 6 de dezembro de 2008

?

Ontem a farra do Da Vince foi muito louca. Muita bebida, ovo para todo lado, farinha, professores bebendo cerveja com a gente, Lays caindo e ralando (quase quebrando) a perna, flashes de coisas que até agora eu não sei se realmente aconteceram... mas foi bom.
Mantive a minha fidelidade e repetia para todo mundo "Eu amo meu namorado" que ridiculo, né? Não é ridiculo manter a fidelidade nem amar o namorado, mas repetir isso parecendo um papagaio é. Mas enfim, é o que eu sinto.
Mas pro fim da festa todo mundo tava doidão, professores, diretor, alunos, intrusos... e olha que eu ainda nem passei no vestibular! Imaginem quando eu passar!
Espero que meu namorado entenda o que eu disse para ele, espero que ele não... não termine comigo. Não fiz nada de errado aos olhos da maioria, mas fiz algo de errado para mim...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

...


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue à noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas e alegria.

Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo em fim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

(Gregório de Matos Guerra)

Alguém já se sentiu a beira de um colapso sem motivo algum? Já quis gritar e chorar sem ter por quê? Eu acho que eu sou meio pirada de verdade.
Amanhã tem cerveja de graça no Leonardo da Vince, idiotice postar isso aqui, mas tem tanto tempo que eu não bebo que para mim vai ser... Relaxante? Não (isso é na semana que vem...). Vai ser legal.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

*.*


A imagem de um crepúsculo, pois ele marca o fim de um dia e anuncia que em breve, outro virá....

Primeiro dia do último mês do ano. Sinto um nó na garganta, algo me sufocando, algo em mim anunciando o fim de mais um ano. Que triste e que maravilhoso! O fim é tão contraditório, tão assustador e encantador! Sinto medo, medo do ano que vem, dos desafios que vou enfrentar, das decepções que eu posso ter. vivo dizendo que estou preparada. Mas será que isso é verdade? Será que conseguirei encarar meu futuro, seja ele qual for? Será que vou ser forte para me reergue? Será que saberia lidar com a derrota? Será que não é melhor deixar para pensar nisso quando o tempo chegar? Sim, isso é verdade, mas o tempo esta chegando. Ele vem correndo em minha direção, como um leão corre atrás de uma gazela. Vem se aproximando e me amedrontando, por que, apesar de eu ver um lado bom no novo e no fim, eu tenho medo disso tudo. O porquê do meu medo? O desconhecido. Tenho medo do que eu não conheço, do que eu não sei como é. E encaro esse medo diariamente, na televisão, com as pessoas, quando eu vejo uma ambulância passando na rua... Mas é complicado de entender. Talvez só eu mesma seja capaz.
Voltei a me sentir só. Meu humor andar oscilando muito e eu sou acostumada a estar sempre rindo e feliz, então esse repentino ataque de “transtorno afetivo bipolar” é difícil para mim.
Meu namorado deve chegar na semana que vem. Isso é bom, talvez ele seja a única pessoa que consiga me fazer entender que as coisas são melhores do que na verdade são, mesmo ele tendo ataques depressivos. Quando ele estiver aqui, acho que vou me sentir menos sozinha. Ele me incentiva, ele acredita em mim, na minha capacidade, coisa que poucas pessoas fazem.

Falando de amor, li “Crepúsculo” e o livro é realmente muito bom. Não é daqueles romances água com açúcar onde tudo acaba bem. Foi um livro que me atingiu, atingiu tanto que não consigo tirar o livro da cabeça (para não dizer o vampiro Edward). O livro fala de um amor que não poderia existir para os humanos normais, é algo acima de qualquer desejo normal, exige do personagem principal uma força e uma coragem mais do que suas habilidades permitem. É um romance trágico, acho que não vai ter um final feliz (é uma serie de livros) e me lembra um pouco meu namoro. Aposto que ninguém lê aqui e nem vai se importar, mas vou citar os aspectos para que um dia eu não me esqueça deles. Me lembra (que coisa idiota eu vou dizer) a época eu que eu achava (e ainda acho) que meu namorado não é simplesmente um ser humano. Me lembra o quanto ele é super-protetor. Me lembra quando meu namorado me diz que eu sou muito mais do que eu imagino, entre tantas outras coisas. Talvez seja por isso que eu tenha me apegado tanto a esse livro, que ele tenha mexido comigo.
Como nós mulheres sabemos ser fracas! Eu ainda mais, me expondo numa pagina de internet. Mas acho que sem minha fraqueza não seria nada do que sou hoje, não teria vivido o que vive... Mas isso é algo para escrever em outra oportunidade.