quinta-feira, 28 de julho de 2011

Respeite.


Pra viver pacificamente com os outros o mais importante é o respeito.
Não fazer com os outros o que eu não quero que façam comigo é a lição mais importante que aprendi na vida.
Posso não conseguir seguir essa regra à risca, mas tento fazer o melhor possível.
Algumas pessoas dizem: “Nós seres humanos somos todos iguais, devemos ser tratado da mesma forma”. Esse tipo de frase me revolta: nós não somos todos iguais. Temos culturas diferentes, aparências diferentes, histórias diferentes, vontades diferentes, crenças diferentes, identidades diferentes... as diferenças são tantas que não da pra mostrar aqui.
Por isso, não peço a ninguém por igualdade, peço por respeito.
Não peço para que todos tenhamos as mesmas coisas, mas para que todos tenhamos oportunidades de acordo com as nossas necessidades, com nossos hábitos culturais.
Simplesmente não suporto hipócritas que falam de igualdade e gastam dinheiro com roupinhas caras, que falam de paz financiando o tráfico de drogas, que vão à protestos de todos os tipos mas não fazem nada quando veem algo de ruim acontecendo...
Não gosto de heróis de butique, revolucionários da maconha, nem nada do tipo.
Aja de acordo com sua ideologia, conheça sua ideologia, invente a sua ideologia...
Se você souber fazer isso com respeito, tá ótimo.

domingo, 24 de julho de 2011

Tédio.


Eu sinto falta de mim mesma.
Eu sinto falta da minha expressividade, da minha vontade e da minha sede por conseguir fazer meus planos darem certo.
Sinto falta das confusões que eu mesma causava, da emoção que a vida tinha.
Sinto falta da dor que me motivava a mudar e de me sentir exageradamente feliz por coisas bobas.
Sinto falta do meu senso de humor, da minha irresponsabilidade.
Sinto falta da minha aprência, do meu peso, das minhas roupas.
Sinto falta de alguns amigos, de me preocupar só com dever de casa e com a bagunça do fim de semana.
Sinto falta de tudo isso porque me sinto velha e chata.
Sou pouco expressiva, choro pouco, não escrevo mais.
Sou extremamente responsável, penso nas minhas atitudes mesmo não estando sóbria.
Não me sinto triste de mais nem feliz de mais.
Não sou uma pessoa sorridente, nem engraçada.
Engordei, minha cara engordou e não tenho mais estilo.
Tenho poucos amigos que eu realmente quero por perto.
Acho que me deixei cair num grande tédio e não sei como sair dele.
E meu tempo continua saindo.

sábado, 23 de julho de 2011

Reencontro



Hoje vou encontrar pessoas importantes e isso me trás sensações bem boas.
São pessoas que estiveram sempre ao meu lado (literalmente) há um tempo e agora já não estão, mas ainda assim, não perderam a importância para mim.
Algumas coisas que passamos na vida são bem difíceis e nos transformam de maneira definitiva, como por exemplo, ficar longe das pessoas que amamos.
Muitas vezes acabamos fugindo, não querendo ver nem ter notícia,  pois dessa maneira é mais fácil encarar a distância e a saudade.
Mas, com o passar do tempo, vamos descobrindo que a fuga facilita e torna menos doloroso, mas ela não apaga sentimentos, os deixa em suspenso. E as vezes eles vem à tona. 
Não gosto de assuntos mal resolvidos, não gosto de jogar nada pra debaixo do tapete. 

Ps1: Achei essa imagem engraçada.
Ps2:  E isso é o que acontece quando eu tento me forçar a escrever :S

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Volta.

Eu devia desistir, é fato.
Não sei se resta em mim a capacidade e a vontade de escrever com certa frequência, como eu fazia antes.
Mas cá estou eu, voltando à meu velho amigo pra relembrar um pouco a sensação de leveza que a escrita me trás.
Estou há quatro meses sem postar e nesse período não aconteceu nada de muito interessante. Eu simplesmente concluí o semestre com notas razoáveis, arrumei um trabalho, ganhei amigos novos, perdi amigos velhos e só.
Mentira! Esqueci algo legal: fiz figuração no filme "Somos tão jovens" que vai mostrar a adolescência de Renato Russo.
É, mas tirando isso, minha vida tem sido um tédio e acho que é sobre isso que vou dissertar na próxima postagem.

terça-feira, 15 de março de 2011

Argh

Escrever pra mim é uma forma de me entender e de entender o mundo. Passei um tempo longe desse hábito e agora me sinto mil vezes mais... perdida, na falta de uma palavra melhor.
Digo isso por que há um tempo já não sei quem sou, não consigo me decidir, me organizar ou focar em nada
Vou voltar, vou voltar a única arte que eu tenho ânimo para criar. Vou voltar por que preciso encontrar, me encontrar. Algumas coisas que acontecem por ai me fazem ver a fragilidade do ser humano e me fazem me questionar sobre minha existência. Sei que a busca de um significado para isso tudo é complexa e praticamente impossível, mas eu preciso fazer isso, eu preciso me organizar.
E eu estou agora apreciando de volta a sensação de ter tanto pra dizer e não saber como, eu preciso escrever, eu preciso organizar minhas ideias. Eu preciso tirar essa angustia, esse nó na minha garganta que me consome. Eu definitivamente não tenho mais como dizer nada e isso me doi.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Para ZC.

O velho álbum de fotos me mostra muitos rostos conhecidos e queridos. Eu aprendi tanto com cada uma dessas pessoas representadas.
Com umas descobri que se deve aproveitar ao máximos os pequenos momentos de diversão e até os de tédio, pois muitos deles só tem um verdadeiro valor quando não podem mais ser vividos.
Com outras descobri que é preciso ter responsabilidade, algumas atitudes inconsequentes mudam nossa vida completamente e nos tiram algumas chances que não podem ser recuperadas.
Com uma especial aprendi o valor da amizade, da confiança, da fé, da coragem e da perseverança, mesmo essa pessoa não sabendo que me ensinou isso tudo.
Com muitas me diverti muito, cansei muito, dancei muito, ri muito.
Com quase todas elas fiz coisas uteis e inutéis.
Com algumas eu fui para os bares, com outras pulei na piscina na chuva.
Eu e meus amigos já viramos cowboys jogadores de pôquer, já quase enfrentamos o Vaticano numa batalha Épica, já viramos vampiros, já viramos crianças, estrategistas e donos de vários imóveis.
Eu sofri muito por causa de algumas dessas pessoas, chorei muito para algumas delas e também vi muitas sofrerem e chorarem e estava lá, para cuidar delas.
Eu passei cola quando precisaram, eu ajudei com dinheiro e fui ajudada.
Eu briguei com muitos deles com motivo ou sem motivo.
Eu estava com eles quando nevou em Patos de Minas e quando a gente escalou uma montanha muito alta.
Com eles eu já fui João, La, Lala, Mana, Nenem, amiga e vários outros apelidos.
Eles já foram meu Will, Dindinha, Willa, Banana, Fazenda, Farm, Fa, Pedro, Peter,Elyene, Toxic, Allan, Handan, Dandan, Irmão....
Estar com eles já foi motivo de raiva, de impaciência e de nervossismo. Mas era o mais importante pra mim.
Ai eu fui embora.
E no dia que eu fui embora eu chorei como se alguém tivesse morrido.
E eu fico feliz por ter chorado, por que quando voltei aqui, não encontrei as mesmas paisagens ou as mesmas pessoas que hoje eu vejo nas fotos.
Eles aprenderam tanto e mudaram tanto sem mim. Eu mudei tanto sem eles.
As rotinas não eram as mesmas, os gostos variavam, os assuntos mudaram.
As escolhas foram feitas e muitos deles partiu além de mim.
Hoje eu parei para ver essas fotos e doeu muito em mim.
Mas é preciso entender: as coisas mudam. A mudança é a única coisa constante. Eu fiz minhas escolhas, vocês fizeram as de vocês. As consequências dessas escolhas incluíram algumas perdas e é necessário aceitar que algumas coisas e momentos não podem voltar.
Só tem uma coisa que não pode ser tirada de nós, nem perdida e essa coisa é o que a gente é.
Por que o que a gente é foi construído e transformado por cada uma das pessoas; ações e momentos que eu descrevi acima.
Muitas vezes a gente não percebe o quanto a gente mudou porque é muito sutil e lento. Mas as vezes eu olho no espelho e não me reconheço direito, eu digo certas coisas que não parecem ter sido ditas por mim.
É difícil encarar a mudança e o fim de algumas coisas, mas é preciso.
Precisamos seguir em frente, conhecer gente nova, viver coisas novas. Precisamos nos construir a cada dia, precisamos nos encontrar e fazer a nossa vida valer à pena da forma como escolhemos. E precisamos entender as decisões uns dos outros e apoiá-los.
Amo vocês e quero que pensem sobre essas coisas que eu passei muito tempo pensando.
Tentem entender, tentem se entender. E aí a gente vê no que dá.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Reaparecendo.

O tempo passou rápido, a preguiça de escrever me pegou de jeito, a falta de acesso à internet também não me ajudou e meu blog acabou abandonado.
Não prometo que vou voltar, como estamos chegando no fim de ano, provavelmente postarei algo.
Mas não prometo ficar para sempre.
As coisas tem que acabar, tem que passar.
O passado tem que ficar no lugar ao qual ele pertence.
E temos que ter a coragem para seguir em frente e encarar a mudança e a renovação.