sábado, 21 de janeiro de 2012
É necessário falar
Esses pensamentos estão me consumindo, dia e noite, sugando minha energia, me deixando cansada do dia que passa, das pessoas com as quais eu convivo.
Essa sensação reprimida, que eu não posso expressar, que nunca vai ser compreendida, vontade que nunca vai ser satisfeita.
Eu queria poder gritar e falar a verdade, eu queria ter a coragem e queria saber argumentar de volta.
Mas eu não sou treinada para isso, nunca pratiquei o enfrentar, sempre pratiquei o esconder, o ponderar e o deixar para lá.
Esse negócio de não poder controlar sentimento é bem chato, na verdade. Eu queria ter o poder de escolher a quem e ao quê dedicar um pouco de mim.
Lutar para não demonstrar e não sentir é o que está me matando aos poucos.
E escrever um pouco sobre isso, mesmo sem mencionar os acontecidos, me dá uma leve sensação de alívio, diferente da sensação de angustia que tenho vivido.
E tem uma coisa a qual eu sou muito grata: as pessoas que me cercam não são as mais espertas para notar as sutilezas que se passam comigo. E mesmo se elas notassem, iriam confundir com coisas obvias.
Um dia eu disse e ninguém acreditou: eu sou uma pessoa com um auto-controle absurdo e eu engano muito bem.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Fotografia
Minha visão é uma coisa engraçada, ela nunca foi normal. Nasci vendo o mundo em movimento, como se tudo tremesse. Meus olhos se movem sempre que eu tento fixá-los em algum ponto, não me deixando ver com nitidez esse ponto.
Hoje estava tendo uma conversa com um artista amigo meu e fiquei pensando sobre essa questão da visão.
Meu amigo é formado em Artes Plásticas, mas se não fosse, não faria diferença, um diploma não é capaz de medir o talento que ele tem.
Com ele, descobri e descubro há cada dias coisas sobre mim mesma que me assuntam um pouco.
Hoje estávamos falando sobre fotografia, coisa que estou aprendendo por gosto e com gosto, com uma camera doméstica simples.
Parei para pensar um pouco sobre o que me interessa na fotografia e descobri coisas interessantes:
Eu gosto de fotografar pois vejo pequenos detalhes que passam despercebidos pelo resto do mundo, fazendo com que eles pareçam pouco importantes.
E isso não é só nas minhas fotos que eu vejo, é na minha vida.
Meus problemas são por pequenos detalhes, quando me visto penso nos pequenos detalhes, reparo neles em tudo que faço e os valorizo.
Alguns pequenos detalhes tornam as coisas e as pessoas mais bonitos e interessantes para mim.
Nunca fui boa em desenhar, pintar, tocar instrumentos ou mesmo fazer bonecos de massinha.
Minha arte é a fotografia, pois nela eu consigo passar um pouco do que eu vejo e sinto, ao mesmo tempo.
-Bom, vou postar aqui algumas fotos que eu tirei e gostei, não são grandiosas nem superprofissionais, são detalhes e visões que me agradam, se alguém gostar do assunto, visite meu flickr.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Respeite.
Pra viver pacificamente
com os outros o mais importante é o respeito.
Não fazer com os
outros o que eu não quero que façam comigo é a lição mais
importante que aprendi na vida.
Posso não conseguir
seguir essa regra à risca, mas tento fazer o melhor possível.
Algumas pessoas dizem:
“Nós seres humanos somos todos iguais, devemos ser tratado da
mesma forma”. Esse tipo de frase me revolta: nós não somos todos
iguais. Temos culturas diferentes, aparências diferentes, histórias
diferentes, vontades diferentes, crenças diferentes, identidades
diferentes... as diferenças são tantas que não da pra mostrar
aqui.
Por isso, não peço a
ninguém por igualdade, peço por respeito.
Não peço para que
todos tenhamos as mesmas coisas, mas para que todos tenhamos
oportunidades de acordo com as nossas necessidades, com nossos
hábitos culturais.
Simplesmente não
suporto hipócritas que falam de igualdade e gastam dinheiro com
roupinhas caras, que falam de paz financiando o tráfico de drogas,
que vão à protestos de todos os tipos mas não fazem nada quando
veem algo de ruim acontecendo...
Não gosto de heróis
de butique, revolucionários da maconha, nem nada do tipo.
Aja de acordo com sua
ideologia, conheça sua ideologia, invente a sua ideologia...
Se você souber fazer
isso com respeito, tá ótimo.
domingo, 24 de julho de 2011
Tédio.
Eu sinto
falta de mim mesma.
Eu sinto
falta da minha expressividade, da minha vontade e da minha sede por conseguir
fazer meus planos darem certo.
Sinto falta
das confusões que eu mesma causava, da emoção que a vida tinha.
Sinto falta
da dor que me motivava a mudar e de me sentir exageradamente feliz por coisas
bobas.
Sinto falta
do meu senso de humor, da minha irresponsabilidade.
Sinto falta
da minha aprência, do meu peso, das minhas roupas.
Sinto falta
de alguns amigos, de me preocupar só com dever de casa e com a bagunça do fim
de semana.
Sinto falta
de tudo isso porque me sinto velha e chata.
Sou pouco
expressiva, choro pouco, não escrevo mais.
Sou
extremamente responsável, penso nas minhas atitudes mesmo não estando sóbria.
Não me
sinto triste de mais nem feliz de mais.
Não sou uma
pessoa sorridente, nem engraçada.
Engordei,
minha cara engordou e não tenho mais estilo.
Tenho
poucos amigos que eu realmente quero por perto.
Acho que me
deixei cair num grande tédio e não sei como sair dele.
E meu tempo continua saindo.
sábado, 23 de julho de 2011
Reencontro
São pessoas que estiveram sempre ao meu lado (literalmente) há um tempo e agora já não estão, mas ainda assim, não perderam a importância para mim.
Algumas coisas que passamos na vida são bem difíceis e nos transformam de maneira definitiva, como por exemplo, ficar longe das pessoas que amamos.
Muitas vezes acabamos fugindo, não querendo ver nem ter notícia, pois dessa maneira é mais fácil encarar a distância e a saudade.
Mas, com o passar do tempo, vamos descobrindo que a fuga facilita e torna menos doloroso, mas ela não apaga sentimentos, os deixa em suspenso. E as vezes eles vem à tona.
Não gosto de assuntos mal resolvidos, não gosto de jogar nada pra debaixo do tapete.
Ps1: Achei essa imagem engraçada.
Ps2: E isso é o que acontece quando eu tento me forçar a escrever :S
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Volta.
Eu devia desistir, é fato.
Não sei se resta em mim a capacidade e a vontade de escrever com certa frequência, como eu fazia antes.
Mas cá estou eu, voltando à meu velho amigo pra relembrar um pouco a sensação de leveza que a escrita me trás.
Estou há quatro meses sem postar e nesse período não aconteceu nada de muito interessante. Eu simplesmente concluí o semestre com notas razoáveis, arrumei um trabalho, ganhei amigos novos, perdi amigos velhos e só.
Mentira! Esqueci algo legal: fiz figuração no filme "Somos tão jovens" que vai mostrar a adolescência de Renato Russo.
É, mas tirando isso, minha vida tem sido um tédio e acho que é sobre isso que vou dissertar na próxima postagem.
Não sei se resta em mim a capacidade e a vontade de escrever com certa frequência, como eu fazia antes.
Mas cá estou eu, voltando à meu velho amigo pra relembrar um pouco a sensação de leveza que a escrita me trás.
Estou há quatro meses sem postar e nesse período não aconteceu nada de muito interessante. Eu simplesmente concluí o semestre com notas razoáveis, arrumei um trabalho, ganhei amigos novos, perdi amigos velhos e só.
Mentira! Esqueci algo legal: fiz figuração no filme "Somos tão jovens" que vai mostrar a adolescência de Renato Russo.
É, mas tirando isso, minha vida tem sido um tédio e acho que é sobre isso que vou dissertar na próxima postagem.
terça-feira, 15 de março de 2011
Argh
Escrever pra mim é uma forma de me entender e de entender o mundo. Passei um tempo longe desse hábito e agora me sinto mil vezes mais... perdida, na falta de uma palavra melhor.
Digo isso por que há um tempo já não sei quem sou, não consigo me decidir, me organizar ou focar em nada
Vou voltar, vou voltar a única arte que eu tenho ânimo para criar. Vou voltar por que preciso encontrar, me encontrar. Algumas coisas que acontecem por ai me fazem ver a fragilidade do ser humano e me fazem me questionar sobre minha existência. Sei que a busca de um significado para isso tudo é complexa e praticamente impossível, mas eu preciso fazer isso, eu preciso me organizar.
E eu estou agora apreciando de volta a sensação de ter tanto pra dizer e não saber como, eu preciso escrever, eu preciso organizar minhas ideias. Eu preciso tirar essa angustia, esse nó na minha garganta que me consome. Eu definitivamente não tenho mais como dizer nada e isso me doi.
Digo isso por que há um tempo já não sei quem sou, não consigo me decidir, me organizar ou focar em nada
Vou voltar, vou voltar a única arte que eu tenho ânimo para criar. Vou voltar por que preciso encontrar, me encontrar. Algumas coisas que acontecem por ai me fazem ver a fragilidade do ser humano e me fazem me questionar sobre minha existência. Sei que a busca de um significado para isso tudo é complexa e praticamente impossível, mas eu preciso fazer isso, eu preciso me organizar.
E eu estou agora apreciando de volta a sensação de ter tanto pra dizer e não saber como, eu preciso escrever, eu preciso organizar minhas ideias. Eu preciso tirar essa angustia, esse nó na minha garganta que me consome. Eu definitivamente não tenho mais como dizer nada e isso me doi.
Assinar:
Comentários (Atom)










