domingo, 22 de janeiro de 2012

O fim de uma história e o início de uma lenda.

Hoje uma coisa pesou muito na minha consciência quando eu percebi há quanto tempo eu havia abandonado o blog: não pronunciei nada sobre o último filme da melhor série de livros de todos os tempos.
Quando eu conheci Harry Potter, nós tinhamos a mesma idade: 11 anos. Foi meio que na obrigação, me forçaram a conviver com esse menino magrelo de cicatriz na testa por aproximadamente duas horas e meia e eu saí do cinema achando aquele filme uma bosta.
Mas eu tinha que fazer uma prova no curso de inglês sobre esse tal Potter e a sorte é que eu descobri que existia um livro. Eu sempre gostei muito de ler e fui logo pedindo o livro emprestado pro meu coleguinha que tinha.
Aí a coisa mudou: me apaixonei por aquele universo, pelos personagens e pela narrativa. Fui atrás da sequência, e depois do próximo, do próximo e do próximo.
Meu amor pelos livros já surgiu no primeiro. Revi o filme, adorei. Fui ver o segundo, esperei pelo terceiro, pelo quarto, pelo quinto, pelo sexto e nos deram de brinde um sétimo filme dividido em duas partes.
Eu e muitos da minha geração tiveram a oportunidade de crescer com o menino que sobreviveu. De ver sua vida sendo transformada, de crescer e de vê-lo crescer aos poucos.
Quantos de nós não torcemos? Não choramos quando Sirius, Dumbledore, Lupin, Tonks, Fred, Snape (eu mesma só chorei na morte do Snape no cinema) e tantos outros morreram? Quantos não esperamos ansiosos os livros e os filmes? Não bisbilhotamos o site da Jo?
Eu particularmente acho a autora uma artista como poucos outros souberam ser. Ela não só criou um universo mágico, ela fez com que um pouquinho dessa magia mexesse com a vida de milhões de trouxas.
Ela fez com que crianças crescessem acreditam na coragem, no amor, na amizade, na confiança. Será possível que alguém que acompanhou a história e viu todos os queridos que Harry perdeu não aprendeu nada sobre superação? Sobre o que tem valor? Sobre as coisas que são mais valiosas que a própria vida?
Foi uma história que me marcou, me trouxe amigos e me fez criar mais gosto ainda pela leitura.
BTW: visitem o 9gag, é um bom site.
Ver o último filme no cinema foi pra lá de emocionante, quase tanto quanto ler o último livro.
Não foi um filme perfeito? Não foi. Mas foi lindo mesmo assim, foi, na minha opinião, bem feito, bem editado.
E além disso, o elenco é repleto de atores sensacionais. Alguns que também cresceram conosco e fizeram mais que nós: dedicaram uma década ou mais de suas vidas para tornar essa história um pouquinho mais real para a legião dos fãs.

Enfim, estou falando isso porque acabei de ver o último filme de novo hehe. Só tinha visto duas vezes no cinema e hoje chorei que nem uma garotinha de novo.

E para nós, os verdadeiros fãs, essa história nunca vai morrer. Leremos os livros de novo e veremos o filme um milhão de vezes. E se nos perguntarem: "até hoje?" Nós responderemos: "sempre".

sábado, 21 de janeiro de 2012

É necessário falar


Esses pensamentos estão me consumindo, dia e noite, sugando minha energia, me deixando cansada do dia que passa, das pessoas com as quais eu convivo.
Essa sensação reprimida, que eu não posso expressar, que nunca vai ser compreendida, vontade que nunca vai ser satisfeita.
Eu queria poder gritar e falar a verdade, eu queria ter a coragem e queria saber argumentar de volta.
Mas eu não sou treinada para isso, nunca pratiquei o enfrentar, sempre pratiquei o esconder, o ponderar e o deixar para lá.
Esse negócio de não poder controlar sentimento é bem chato, na verdade. Eu queria ter o poder de escolher a quem e ao quê dedicar um pouco de mim.
Lutar para não demonstrar e não sentir é o que está me matando aos poucos.
E escrever um pouco sobre isso, mesmo sem mencionar os acontecidos, me dá uma leve sensação de alívio, diferente da sensação de angustia que tenho vivido.

E tem uma coisa a qual eu sou muito grata: as pessoas que me cercam não são as mais espertas para notar as sutilezas que se passam comigo. E mesmo se elas notassem, iriam confundir com coisas obvias.
Um dia eu disse e ninguém acreditou: eu sou uma pessoa com um auto-controle absurdo e eu engano muito bem.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fotografia

Minha visão é uma coisa engraçada, ela nunca foi normal. Nasci vendo o mundo em movimento, como se tudo tremesse. Meus olhos se movem sempre que eu tento fixá-los em algum ponto, não me deixando ver com nitidez esse ponto.
Hoje estava tendo uma conversa com um artista amigo meu e fiquei pensando sobre essa questão da visão.
Meu amigo é formado em Artes Plásticas, mas se não fosse, não faria diferença, um diploma não é capaz de medir o talento que ele tem.
Com ele, descobri e descubro há cada dias coisas sobre mim mesma que me assuntam um pouco.
Hoje estávamos falando sobre fotografia, coisa que estou aprendendo por gosto e com gosto, com uma camera doméstica simples.
Parei para pensar um pouco sobre o que me interessa na fotografia e descobri coisas interessantes:
Eu gosto de fotografar pois vejo pequenos detalhes que passam despercebidos pelo resto do mundo, fazendo com que eles pareçam pouco importantes.
E isso não é só nas minhas fotos que eu vejo, é na minha vida. 
Meus problemas são por pequenos detalhes, quando me visto penso nos pequenos detalhes, reparo neles em tudo que faço e os valorizo. 
Alguns pequenos detalhes tornam as coisas e as pessoas mais bonitos e interessantes para mim.
Nunca fui boa em desenhar, pintar, tocar instrumentos ou mesmo fazer bonecos de massinha.
Minha arte é a fotografia, pois nela eu consigo passar um pouco do que eu vejo e sinto, ao mesmo tempo.

-Bom, vou postar aqui algumas fotos que eu tirei e gostei, não são grandiosas nem superprofissionais, são detalhes e visões que me agradam, se alguém gostar do assunto, visite meu flickr.

















quinta-feira, 28 de julho de 2011

Respeite.


Pra viver pacificamente com os outros o mais importante é o respeito.
Não fazer com os outros o que eu não quero que façam comigo é a lição mais importante que aprendi na vida.
Posso não conseguir seguir essa regra à risca, mas tento fazer o melhor possível.
Algumas pessoas dizem: “Nós seres humanos somos todos iguais, devemos ser tratado da mesma forma”. Esse tipo de frase me revolta: nós não somos todos iguais. Temos culturas diferentes, aparências diferentes, histórias diferentes, vontades diferentes, crenças diferentes, identidades diferentes... as diferenças são tantas que não da pra mostrar aqui.
Por isso, não peço a ninguém por igualdade, peço por respeito.
Não peço para que todos tenhamos as mesmas coisas, mas para que todos tenhamos oportunidades de acordo com as nossas necessidades, com nossos hábitos culturais.
Simplesmente não suporto hipócritas que falam de igualdade e gastam dinheiro com roupinhas caras, que falam de paz financiando o tráfico de drogas, que vão à protestos de todos os tipos mas não fazem nada quando veem algo de ruim acontecendo...
Não gosto de heróis de butique, revolucionários da maconha, nem nada do tipo.
Aja de acordo com sua ideologia, conheça sua ideologia, invente a sua ideologia...
Se você souber fazer isso com respeito, tá ótimo.

domingo, 24 de julho de 2011

Tédio.


Eu sinto falta de mim mesma.
Eu sinto falta da minha expressividade, da minha vontade e da minha sede por conseguir fazer meus planos darem certo.
Sinto falta das confusões que eu mesma causava, da emoção que a vida tinha.
Sinto falta da dor que me motivava a mudar e de me sentir exageradamente feliz por coisas bobas.
Sinto falta do meu senso de humor, da minha irresponsabilidade.
Sinto falta da minha aprência, do meu peso, das minhas roupas.
Sinto falta de alguns amigos, de me preocupar só com dever de casa e com a bagunça do fim de semana.
Sinto falta de tudo isso porque me sinto velha e chata.
Sou pouco expressiva, choro pouco, não escrevo mais.
Sou extremamente responsável, penso nas minhas atitudes mesmo não estando sóbria.
Não me sinto triste de mais nem feliz de mais.
Não sou uma pessoa sorridente, nem engraçada.
Engordei, minha cara engordou e não tenho mais estilo.
Tenho poucos amigos que eu realmente quero por perto.
Acho que me deixei cair num grande tédio e não sei como sair dele.
E meu tempo continua saindo.

sábado, 23 de julho de 2011

Reencontro



Hoje vou encontrar pessoas importantes e isso me trás sensações bem boas.
São pessoas que estiveram sempre ao meu lado (literalmente) há um tempo e agora já não estão, mas ainda assim, não perderam a importância para mim.
Algumas coisas que passamos na vida são bem difíceis e nos transformam de maneira definitiva, como por exemplo, ficar longe das pessoas que amamos.
Muitas vezes acabamos fugindo, não querendo ver nem ter notícia,  pois dessa maneira é mais fácil encarar a distância e a saudade.
Mas, com o passar do tempo, vamos descobrindo que a fuga facilita e torna menos doloroso, mas ela não apaga sentimentos, os deixa em suspenso. E as vezes eles vem à tona. 
Não gosto de assuntos mal resolvidos, não gosto de jogar nada pra debaixo do tapete. 

Ps1: Achei essa imagem engraçada.
Ps2:  E isso é o que acontece quando eu tento me forçar a escrever :S

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Volta.

Eu devia desistir, é fato.
Não sei se resta em mim a capacidade e a vontade de escrever com certa frequência, como eu fazia antes.
Mas cá estou eu, voltando à meu velho amigo pra relembrar um pouco a sensação de leveza que a escrita me trás.
Estou há quatro meses sem postar e nesse período não aconteceu nada de muito interessante. Eu simplesmente concluí o semestre com notas razoáveis, arrumei um trabalho, ganhei amigos novos, perdi amigos velhos e só.
Mentira! Esqueci algo legal: fiz figuração no filme "Somos tão jovens" que vai mostrar a adolescência de Renato Russo.
É, mas tirando isso, minha vida tem sido um tédio e acho que é sobre isso que vou dissertar na próxima postagem.